Posso não olhar o mundo
fazer um faz-de-conta da vida
não perceber, mesmo percebendo
quando você passa e descompassa
minhas certezas tolas
Preciso não querer tanto
algo mais bonito que um encontro
mais eterno que todos os arrepios
e todos os caminhos que te levam
nesses desencontros
Posso não abrir as cortinas
e o coração para cada amanhã
tenho procurado aprender coisas novas
se há quem viva para o futuro, vivo
para voltar
Preciso esquecer o que ainda é difícil,
e insiste nascer impossível te afastando
dos meus olhos, da minha rua,
do que ainda pode ser, por um instante,
pra sempre
Priscila Rôde & Cáh Morandi
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Na contramão
domingo, 4 de setembro de 2011
Algumas canções
O teu respiro me inspira
Expira e me mantém suave
Feito a ave quando encontra
Seu ninho
Feito a vida quando me descobre
E o destino age como se fosse acaso
Quando no nosso caso já estava escrito
O dito pelo não dito nas canções
Que ouvimos
Avarandadas em seus instintos
Que de tão lindas e exaustas
Do amor que fica quando passa
Anulando o medo que quer morada
E mais se afasta quando tuas mãos
Repousam sob meus futuros.
Priscila Rôde & Cáh Morandi
Expira e me mantém suave
Feito a ave quando encontra
Seu ninho
Feito a vida quando me descobre
E o destino age como se fosse acaso
Quando no nosso caso já estava escrito
O dito pelo não dito nas canções
Que ouvimos
Avarandadas em seus instintos
Que de tão lindas e exaustas
Do amor que fica quando passa
Anulando o medo que quer morada
E mais se afasta quando tuas mãos
Repousam sob meus futuros.
Priscila Rôde & Cáh Morandi
terça-feira, 30 de agosto de 2011
É domingo
Sobre a folha alada
A (inspir)ação se cala:
Pra quem mora na palavra
Não existe casa
Sem poesia
Existe o tempo-ema,
Que a hora nem desconfia.
Priscila Rôde
A (inspir)ação se cala:
Pra quem mora na palavra
Não existe casa
Sem poesia
Existe o tempo-ema,
Que a hora nem desconfia.
Priscila Rôde
domingo, 28 de agosto de 2011
urgências
Estou repleta de urgências para o amor,
mas não foi preciso o desespero
você veio sem improviso e por inteiro
numa dessas esquinas, propícias para os encontros.
Se deixar, quero virar uma saudade boa
dormindo no teu olhar mais bonito.
Me deixar à beira de um verso interminável
tatuando o teu meio-sorriso no meu início.
Tanto sonho nesses tantos futuros que enlaçam
a ínfima chance da presença e do cheiro.
Quem diria que seria você acontecendo
na minha frente e para sempre trazendo
um arrepio numa alegria, e qualquer coisa eterna
derrubando um punhado de tempo.
mas não foi preciso o desespero
você veio sem improviso e por inteiro
numa dessas esquinas, propícias para os encontros.
Se deixar, quero virar uma saudade boa
dormindo no teu olhar mais bonito.
Me deixar à beira de um verso interminável
tatuando o teu meio-sorriso no meu início.
Tanto sonho nesses tantos futuros que enlaçam
a ínfima chance da presença e do cheiro.
Quem diria que seria você acontecendo
na minha frente e para sempre trazendo
um arrepio numa alegria, e qualquer coisa eterna
derrubando um punhado de tempo.
Cáh Morandi e Priscila Rôde
sábado, 27 de agosto de 2011
Sob
(In)certo é que hoje eu não sei
se viro inverno e acolho o calor
dos nossos corpos que mentem
ou se veraneio e deixo escapar
a brisa, a noite, a mão
que amanhece desenhando
o teu amor no meu tempo
a tua dor no meu rosto
a tua alma no meu corpo
que no agora desaprende
e não te prende nas horas
em que o meu riso
fica sob.
Priscila Rôde
se viro inverno e acolho o calor
dos nossos corpos que mentem
ou se veraneio e deixo escapar
a brisa, a noite, a mão
que amanhece desenhando
o teu amor no meu tempo
a tua dor no meu rosto
a tua alma no meu corpo
que no agora desaprende
e não te prende nas horas
em que o meu riso
fica sob.
Priscila Rôde
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Para sempre
Tão fácil te amar para sempre
E não querer nada mais do que
Tua alegria deslizando nos meus cabelos
Se quando leio os seus olhos
É só a mim que encontro
E cantar no teu ouvido
Qualquer coisa sem sentido enquanto
Eu lhe protejo no meu “eu te amo”
Priscila Rôde
E não querer nada mais do que
Tua alegria deslizando nos meus cabelos
Se quando leio os seus olhos
É só a mim que encontro
E cantar no teu ouvido
Qualquer coisa sem sentido enquanto
Eu lhe protejo no meu “eu te amo”
Priscila Rôde
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
(In)esperada
Mora dentro de mim
Uma vontade não dita
Que me detém e vibra
Enquanto o milagre
Não começa, enquanto
Abro todas as janelas
Que me lembram as
Formas mais belas
De se deixar sorrir.
Então eu me coloco tão aberta,
Tão disposta e ereta,
Esperando na certa
O amor envelhecer
Nos traços de alguém.
Priscila Rôde
Uma vontade não dita
Que me detém e vibra
Enquanto o milagre
Não começa, enquanto
Abro todas as janelas
Que me lembram as
Formas mais belas
De se deixar sorrir.
Então eu me coloco tão aberta,
Tão disposta e ereta,
Esperando na certa
O amor envelhecer
Nos traços de alguém.
Priscila Rôde
domingo, 14 de agosto de 2011
Maré alta
Suas águas continuam adensas
Tensas e dentro destas correntezas
Múltiplas, únicas, minhas
Discorrem suas distâncias
Onde flutuo pouca, douta, rasa
Apalavrando, lavando, encurtando
Meus nados.
Até que me faltem os choros
Até que eu perca o espanto
De viver em marés impróprias
Até que a manhã
De tão clara e morna
Liquefaça as memórias
Desocupadas dos meus versos.
E que descansem meus horizontes.
Meus ontes. Meus eus antes e depois
De um poema.
Priscila Rôde
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