terça-feira, 6 de setembro de 2011

De lápis, lanterna e estrelinhas

quando a noite não estava para poesia
                              o menino fechou as janelas
            vedando cada fresta de tempestade

    acendeu a lanterna
          e teve a lua em tua parede
ainda mais brilhante que a costumeira

em volta
aquelas estrelinhas
de bom menino
          - douradas e prateadas -
    enfeitaram cada canto

e usando o lápis como batuta
      orquestrou versos em recanto
                      que do dia
                              fizeram
                                  o pranto
          se acalentar


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